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Cachaça Cinema Clube faz sessão em apoio ao HAITI nesta quarta no Odeon

Domingo, 24 de Janeiro de 2010
Por www.cachacacinemaclube.com.br

De repente, os olhos do mundo todo se voltam para o Haiti. O país, que já era miserável, retrocedeu ainda mais com o terremoto. Uma catástrofe natural que se soma a séculos de descaso político, social e humanitário. O Haiti, pioneiro na abolição da escravidão e primeira república negra do mundo, é exemplo maior da história de resistência e luta dos povos da América Latina, primeiramente pilhados e dizimados pelos colonizadores, posteriormente explorados por ditadores sanguinários; e sempre relegado à própria sorte pelas potências mundiais. E, em meio aos escombros, aos mortos, às gangues e às filas de espera para receber ajuda, o haitiano resiste.

Sessão Povos da América, com renda revertida para os fundos de ajuda ao Haiti

- Kogi, de Paula Gaitán
- Peiote, de Cao Guimarães
- 4 Portes, de Louise Botkay-Courcier
- Confessionário, de Leonardo Sette
- Prîara Jõ, depois do ovo, a guerra, de Komoi Paraná
- Saudações, cubanos!, de Agnès Varda, 1962, 27'

quarta, 27 de janeiro de 2010, às 21h

Odeon Petrobras

Para lembrarmo-nos da força deste e dos demais povos da América, o Cachaça Cinema Clube do dia 27 de janeiro faz uma homenagem às culturas, às tradições e às revoluções da gente do nosso continente.

A bilheteria da sessão será revertida para os fundos de ajuda ao Haiti, através do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (Banco: HSBC, agência: 1276, conta corrente: 14526-84, CPNJ: 04.359.688/0001-51).

Na programação, filmes sobre as nossas raízes indígenas, negras e brancas, e suas interações na construção de nossa identidade latino-americana, ao mesmo tempo tão diversa e tão semelhante. Em abordagens pessoais, experimentais e libertárias, tão caras ao Cachaça Cinema Clube.

Kogi, filme lírico de Paula Gaitán, retrata a percepção de mundo da nação indígena de mesmo nome, situada na Colômbia. Pequena grande obra do videoartista Cao Guimarães, Peiote, mostra a multifacetada cultura mexicana através da observação dos passos de dança de uma criança. Confessionário, de Leonardo Sette, é um filme emocionante e revelador sobre a atuação dos missionários junto aos índios brasileiros na década de 50, através do delicado diálogo entre o cineasta e o missionário católico Silvano Sabatini. Komoi Paraná, índio da etnia Paraná, mostra o singelo e divertido Prîara Jõ, depois do ovo, a guerra, sobre a infância em sua tribo. Trata-se de uma produção do Vídeo nas Aldeias - projeto pioneiro de produção audiovisual indígena no Brasil, que busca o fortalecimento de suas identidades e patrimônios territoriais e culturais através de vídeos realizados pelos próprios integrantes das diferentes etnias do país.

Destaques

4 Portes, de Louise Botkay-Courcier, é um documentário experimental sobre a prática do vodu no Haiti, culto freqüentemente deturpado e tratado com preconceito. A cineasta franco-brasileira, que morou no Haiti quando criança, atualmente se divide entre Paris e Rio de Janeiro, e hoje está em viagem pelas tribos indígenas da Amazônia. Seu filme é um delicado registro do ritual haitiano, em parceria com o canal de TV francês Arte.

Saudações, cubanos!, talvez um dos mais belos trabalhos de Agnès Varda, é uma colagem de 1800 fotos feitas por ela em sua visita à Cuba no ano de 1962. Três anos após a revolução socialista, que completou 50 anos em 2009, sentia-se no ar a efervescência dos novos ares no país. Com o olhar sempre terno e inventivo da diretora, conhece-se um pouco da maior riqueza da pequena ilha socialista: o povo cubano. Fidel e os músicos, socialismo e cha-cha-cha. Para esta exibição, contamos com o apoio da Cinemateca da Embaixada da França.

A festa

Após os filmes, tradicional degustação de Aguardente Claudionor, eleita a 3a. melhor cachaça do Brasil. Na festa, DJ H aposta em cumbia, eletrolatino, salsa e rumba, fazendo uma homenagem ao compositor cubano Dámaso Pérez Prado, El Rey del Mambo. E atrações musicais surpresas são esperadas.

Cachaça Cinema Clube

Dia 27 de janeiro de 2010.

Cinema Odeon Petrobras, 21h. Praça Floriano, nº 7. Cinelândia.

Preço: 12 Reais inteira, 6 Reais meia.

Renda revertida para fundos de ajuda ao Haiti


Os filmes

Kogi, de Paula Gaitán, 2009, 13'
Uma viagem imaginária à nação indígena Kogi, situada na Serra Nevada de Santa Marta, na Colômbia. Para os Kogi, um grande espelho divide dois mundos, o das percepções, sensorial, e o mundo abstrato dos significados.

Peiote, de Cao Guimarães, 2006, 4'
Uma criança possuída por entidade híbrida (luta livre mexicana e super heróis japoneses) oferece aos índios ancestrais a contra-dança.

4 Portes, de Louise Botkay-Courcier, 2009, 6'
Mergulho no universo vodu Haitiano.

Confessionário, de Leonardo Sette, 2009, 15'
O missionário católico Silvano Sabatini relembra sua chegada à Área Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, nos anos 1950.

Prîara Jõ, depois do ovo, a guerra, de Komoi Paraná, 2008, 15'
As crianças Panará mostram o seu universo num dia de brincadeira na aldeia. O tempo da guerra acabou, mas ainda está presente no imaginário das crianças.

Saudações, cubanos!, de Agnès Varda, 1962, 27'
Agnès Varda traz de Cuba mil e oitocentas fotos em preto e branco e faz com elas um documentário didático e divertido. Fidel e os músicos, socialismo e cha-cha-cha.

Contato:

Débora Butruce / 99996392
deborabutruce@hotmail.com

Karen Barros
karenblackbarros@gmail.com

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cachacacinemaclube.blogspot.com