Aproximar os realizadores de audiovisual do Espírito Santo do mercado nacional. Essa foi a proposta das atividades da sexta-feira (16) na VI Mostra Produção Independente – 10 anos da ABD Capixaba. Na parte da manhã, produtores e diretores tiveram a oportunidade de conhecer melhor os perfis das empresas com quem negociariam, logo mais, a partir das 14h, na primeira Rodada de Negócios do Audiovisual.
Estiveram presentes na mesa Produção Independente e Mercado André Saddy, gerente de Marketing e Projetos do Canal Brasil; Guilherme Whitaker, diretor do Curta o Curta; Adriana Manhães, gerente de Conteúdo Nacional da Synapse; Luís Carlos Soares, sócio gerente da Bambu Filmes; Mauricio Venturi, diretor executivo da produtora Contraponto; Silvio Da-Rin, gerente-executivo de Articulação Internacional e Licenciamentos da TV Brasil; como debatedor, Dario Gularte, diretor de Convênios da ABD Nacional e, convidado especial, Rosemberg Cariry, presidente do Congresso Brasileiro de Cinema.
“A gente acredita que o futuro não é longa, é curta” disse Guilherme Whitaker para destacar o potencial de mercado para o curta metragem na programação televisiva. Adriana Manhães lembrou também o universo online como mercado a ser conquistado.
Da-Rin fez questão de colocar o audiovisual como um setor estratégico e com uma produção sólida no país e acredita que um dos caminhos para a produção nacional ser difundida é ter a televisão como parceira da indústria cinematográfica. “Temos que encarar o curta-metragem como um ativo econômico”, completou.
A Rodada de negócios
Foram 23 inscritos entre pessoas físicas e jurídicas para a primeira Rodada de Negócios do Audiovisual realizada no Estado numa parceria entre a ABD Capixaba e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-ES). Após as diversas reuniões, os realizadores estavam contentes com as reais possibilidades de venda de seus filmes e os compradores ficaram surpresos com a produção audiovisual capixaba.
Martin Boldt, realizador de Santa Maria de Jetibá que realiza produções audiovisuais sobre a cultura pomerana, levou documentários e longas-metragem para oferecer. “O material que trouxemos impressionou e isso abriu portas para negociações. Todos pediram para enviar os nossos filmes (curtas, longas e documentários) para avaliação”, orgulhou-se.
Para Boldt, o mais importante do evento foi a oportunidade de sentar com possíveis compradores. “O que aconteceu aqui hoje mostrou o horizonte para saber com quem negociar, como divulgar nossos produtos, algo que não tínhamos noção de poder fazer”, festejou.
Os realizadores da Quase levaram dois vídeos de humor, uma animação e um documentário para a rodada. “Conseguimos aqui vislumbrar negócios para os nossos produtos. Pudemos perceber um mercado em aberto e crescente”, avaliou o produtor executivo do grupo, Raul Chequer.
Para Yuri Moraes, que apresentou um material ainda em fase de finalização sobre uma série voltada ao meio-ambiente, o encontro serviu para descobrir que tipo de produto as empresas estão procurando. “O mais importante pra mim foi o acesso às informações, a oportunidade de conhecer o perfil dos produtos que eles querem. Durante as conversas, recebemos várias ideias de como transformar o material que temos em algo que eles queiram comprar e manteremos contato”, disse.
E quem já tinha em mãos os produtos de que o mercado necessitava, conseguiu fechar negócios. O cineasta Gui Castor vendeu nove de suas produções. “Fechei contrato para três filmes já finalizados e seis que ainda estão em processo de finalização”, contou.
Boa surpresa para os compradores
O desejo de todos foi que esta seja apenas a primeira de novas rodadas de negócio. Os compradores ficaram impressionados com o que encontraram no Espírito Santo. “Eu não conhecia nada da produção capixaba e me surpreendeu a diversidade de temas e de formatos apresentados”, admitiu André Saddy, o gerente de Marketing e Projetos do Canal Brasil.
A representante da Synapse, Adriana Manhães, vai voltar para casa com muita coisa para assistir nos finais de semana. “Recebi uma quantidade muito grande de material e gostei muito do que tive oportunidade de ver, principalmente o que já está em alta definição. A perspectiva de negócios é bem grande”, animou-se.
Para Silvio Da-Rin, gerente-executivo de Articulação Internacional e Licenciamentos da TV Brasil, o mais impressionante no contato com os produtos audiovisuais capixabas foi a presença da juventude. “Fiquei muito surpreso com a quantidade e com a capacidade da juventude produzir aqui no Estado. Outro ponto que me chamou a atenção foi ver o digital proporcionando a gente nova e das mais diversas origens realizar um trabalho audiovisual”.
Já Guilherme Whitaker, da Distribuidora Curta o Curta, assistiu e recebeu diversos curtas de realizadores locais, muitos com curtas premiados no currículo, como Gui Castor, Gustavo Moraes e Virgínia Jorge, além de interessantes trabalhos e projetos de produtoras como Kalakuta, Olhos Coloridos, Vice Verso e Tv Quase . "Com certezas o futuro dos curtas é cada vez mais longo e a produção capixaba tem se mostrado uma das mais ativas do Brasil, parabens à organização da mostra e da rodada!".
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